sábado, 5 de setembro de 2009

Castelo de Alcácer do Sal vai ser restaurado - Programa de recuperação do património classificado

O Castelo de Alcácer do Sal é um dos monumentos que vai ser alvo do cheque-obra, um programa de recuperação do património classificado, recentemente lançado pelo Ministério da Cultura.
O programa, anunciado na última semana, prevê o restauro do património cultural de imóvel classificado português e vai funcionar na lógica do mecenato. Segundo um comunicado do Conselho de Ministros, empresas privadas vão associar-se voluntariamente ao Estado com donativos em espécie, no caso em obras, num plano plurianual de âmbito nacional.
Por outro lado, as empresas do sector da construção civil e das obras públicas às quais o Estado ou um concessionário público adjudique uma obra pública de valor igual ou superior a 2.5 milhões de euros efectuam uma doação de um por cento do valor total de cada empreitada que lhes seja adjudicada.
Este restauro previsto para Alcácer do Sal poderá associar-se ao projecto de requalificação do espaço público junto ao castelo, que a câmara pretende levar a cabo no âmbito do Programa de Regeneração Urbana de Alcácer do Sal - Ruas – com candidatura já aprovada.
O objectivo é tornar toda a área atractiva para quem habita ou visita a cidade, dando mais visibilidade também aos outros monumentos ali existentes, casos da Igreja de Santa Maria, do Fórum Romano ou da Torre do Relógio, que também será recuperada no âmbito do programa Ruas.
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Limpeza e desobstrução do Sado vai avançar

O rio Sado, entre São Romão e Vale de Guizo, vai ser alvo de uma acção de limpeza e desobstrução. A acção, aprovada na última reunião de câmara do executivo de Alcácer do Sal, pretende evitar o alagamento dos campos e permitir a navegabilidade do Sado.

O protocolo, que prevê a criação de uma parceria entre a Associação dos Beneficiários do Vale do Sado, o município, a Administração da Região hidrográfica do Alentejo e a Associação de Protecção Ambiental do Sado foi aprovado por unanimidade na última reunião de câmara e implica para já uma comparticipação financeira por parte da autarquia de aproximadamente 17.900 euros.
O projecto de limpeza e desobstrução do rio Sado foi considerado um projecto âncora no despacho de reconhecimento formal da candidatura “Reinventar e Descobrir – da Natureza à Cultura” e vai ser alvo de candidatura ao QREN.
Para além de pretender evitar o alagamento dos campos, este projecto visa permitir a navegabilidade do Sado numa área mais abrangente, permitindo desportos náuticos e trilhos de observação da natureza, duas grandes apostas para o turismo no concelho.
A Associação de Beneficiários do Vale do Sado será responsável pela liderança da parceria e a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo vai disponibilizar acompanhamento técnico na fase da empreitada do projecto.
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PS quer continuar com a "nova forma de governar" em Alcácer

O PS quer continuar com "a nova forma de governar" de Alcácer do Sal por mais quatro anos, depois de "30 anos da CDU terem o concelho fechado e não ter permitido o seu desenvolvimento". As palavras foram de Alexandre Rosa, secretário federativo socialista e candidato à Assembleia Municipal de Santiago do Cacém, durante a apresentação da recandidatura de Pedro Paredes a Alcácer, aproveitando também para dar "um exemplo dessa forma de governar", nomeadamente a requalificação da estrada de ligação a Santa Catarina, que "era responsabilidade do Governo, mas agora está feita". Este executivo "quer ser parte da solução e não do problema", conclui.

No entanto, Duarte Faria, presidente da Assembleia Municipal alcacerense e candidato ao mesmo órgão, prefere destacar "sete maravilhas" executadas no último mandato socialista, que considera serem "razões para votar" em Pedro Paredes novamente. São elas "a estratégia de desenvolvimento, o novo serviço de urgência básica, o lar e a estrada do Torrão, os centros escolares da Comporta e do Torrão, a redução do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), o protocolo de delegação de competências das autarquias e as relações com os municípios vizinhos". Pedro Paredes considera assim que o município "está mais capaz de passar para o patamar seguinte", defendendo que "já não quer só infra-estruturas, quer futuro".

Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital do PS, a quem Paredes chamou "o pai" da sua candidatura, concorda que "nunca se fez tanto" em Alcácer do Sal como durante a liderança do actual presidente, realçando que o seu partido "tem um projecto e não se guia pelo poder". O presidente da distrital refere ainda, a respeito da polémica na escolha do nome do candidato a Alcácer entre o actual edil e o seu antigo vice-presidente e líder da concelhia local, João Massano, que Paredes vai ter "a responsabilidade de manter o respeito e o partido unido". "Tinha que honrar Alcácer e a necessidade de vitória", afirma, garantindo que "nao vaciolou no cumprimento dos estatutos". "Massano estará sempre connosco", conclui.

Alexandre Rosa destaca ainda que Alcácer do Sal "não vive isolado, mas sim no contexto do litoral alentejano", congratulando-se com a mudança de liderança da Associação de Municípios do Litoral Alentejano, que "é hoje ouvida e respeitada". Além disso, lembra também a necessdade do distrito de vitória do PS nas próximas eleições legislativas, uma vez que, se vencer o PSD, os grandes investimentos previstos serão supensos. E na sua opinião, "suspender significa acabar com o TGV, que significa que não se moderniza a linha férrea para Sines, que significa parar o IP8 e que significa não continuar o reforço na área da Saúde e da Educação".
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

António Balona acusa PS de “usar programa da CDU” em Alcácer

António Balona, candidato da CDU à Câmara Municipal de Alcácer do Sal, acusou o actual executivo socialista, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, de “utilizar o programa da CDU, uma vez que estes, quando assumiram o poder, não tinham bases no concelho”. O comunista, que lamenta ainda “o facto de o plano de mobilidade ter ido para o lixo”, realça que o mandato dos socialistas “vai terminar por aqui”, competindo agora à CDU “retomar o caminho que tinha estabelecido, com candidaturas aprovadas e outrora em curso”.
O candidato condena ainda o facto de o executivo liderado por Pedro Paredes ter “devolvido verbas à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)”, no âmbito do que havia sido definido em termos de organização viária e da implementação de ciclovias em torno da cidade. “A recuperação do casco urbano de Alcácer e a regeneração da sua frente ribeirinha são projectos da CDU”, aponta ainda António Balona, que realça que a actual gestão “foi desastrosa e penalizadora para todo o concelho”.

Por isso, o candidato discorda de Pedro Paredes quando este alega que operou “uma revolução” na autarquia. António Balona considera mesmo que “existiram serviços e equipas inteiras que foram desmanteladas”, tendo a autarquia, actualmente, uma “capacidade de resposta pior”. “Os serviços da câmara têm de ser estruturados de forma melhor”, realça. O comunista considera ainda “lamentável” que Pedro Paredes tenha confessado que deveria ter retirado todos os pelouros a João Massano mais cedo, estando a população “estupefacta com o funcionamento interno do PS”. “Não se compreende o porquê de ele ter retirado os pelouros, mas ter entregue a Massano responsabilidades de presidente na empresa municipal”, reitera.

Além de salientar o facto de Alcácer do Sal ter “potencialidades a nível turístico”, apesar da necessária “ponderação para que não haja um eventual choque com a identidade do município”, o comunista considera que a “identidade das aldeias do concelho tem sido valorizada”. Ainda assim, o candidato da CDU qualifica de “amputação” o encerramento da escola primária de Santa Susana e considera “extremamente necessário” que haja investimento por parte da autarquia “para dar a conhecer à população os vestígios arqueológicos” do município. António Balona explica ainda que Alcácer do Sal “deve estar preparada para o crescimento das actividades económicas”, em consequência dos investimentos estruturantes previstos para o distrito.

“A CDU vai dar a resposta necessária em Alcácer”, salienta António Balona, que considera que o facto de ser presidente dos bombeiros voluntários lhe deu apenas “mais confiança e sentido de responsabilidade”. Além de conhecer aquilo que foi anteriormente feito pela CDU nos seus mandatos, o comunista considera que o concelho, depois de ter “sofrido uma transformação total”, está “preparado para se vir a desenvolver novamente”.
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sábado, 29 de agosto de 2009

Entrevista de Pedro Paredes ao Setubal na Rede

Clique aqui para ver a entrevista

Pedro Paredes diz que devia ter retirado pelouros a Massano cedo

Pedro Paredes, candidato pelo PS a Alcácer do Sal e actual presidente da câmara municipal, sugeriu, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, que deveria ter retirado todos os pelouros a João Massano “mais cedo”, uma vez que este, alegadamente, não estava ali “para servir a população”. O socialista acrescenta ainda que a polémica em torno da sua recandidatura “foi um escândalo que deu um certo picante à campanha”, enfatizando, em alternativa, “os cerca de noventa por cento da equipa coesa” que se mantêm.
“A comissão política nacional do PS fez prevalecer o bom senso, uma vez que esse pequeno conflito era entre a população e cerca de dez amigos do chefe da concelhia”, reitera Pedro Paredes, que enfatiza o facto de “ter conseguido mudar mentalidades” e de ter operado uma “revolução tranquila” que passou, a título de exemplo, “pela abertura da câmara municipal durante o horário de almoço”. Apesar de rejeitar as críticas da oposição, que apelidaram o seu actual mandado de “apagão”, Pedro Paredes reconhece que, caso consiga ser novamente eleito, terá de se “aproximar mais da população, de empresários e de algumas associações”.

Para o actual presidente alcacerense, é necessário, futuramente, “cativar mais empresários”, uma vez que a actividade económica de Alcácer do Sal “está em contra ciclo, ou seja, a despontar”. Por isso, Pedro Paredes considera fundamental apoiar as actividades agro-alimentares, nomeadamente, a produção do pinhão, do vinho, do arroz e do azeite. Apesar de não estar contra os grandes empreendimentos turísticos que estão a ser construídos na orla costeira, Pedro Paredes explica que o turismo que pretende para o município “é um turismo cultural, ligado às actividades ligadas ao ar livre”, apostando, por isso, num “turismo que não será de massas, mas sim destinado a eruditos que queiram estar em sintonia com a natureza”.

Depois de ter sido desbloqueada a providência cautelar do empreendimento Costa Terra, Pedro Paredes afirmar estar agora “satisfeito” por um investimento do mesmo género ir “para a frente”, numa área de cerca de 360 hectares na Herdade da Comporta. Apesar de perspectivar o desenvolvimento daquela zona, o candidato socialista desvaloriza as críticas de que isso “acentuará as assimetrias internas do concelho”, assegurando, de igual modo, que parte das receitas que aí forem canalizadas terão como destino a própria Comporta. Já no Torrão, o presidente enfatiza as “repavimentações que foram efectuadas”, assim como o apoio dado a instituições e a ajuda financeira aos mais idosos.

Além de recusar as críticas e argumentos do Bloco de Esquerda sobre a construção de um conjunto de edifícios à beira do rio da cidade, Pedro Paredes relembra, em alternativa, a construção de diversas estações de tratamento de águas residuais, dos dois centros escolares, na Comporta e no Torrão, da nova escola secundária de Alcácer do Sal e a aposta “no acesso à saúde e educação, por via da melhoria das acessibilidades e da rede de transportes”. Por isso, Pedro Paredes, que enaltece ainda o facto de a autarquia se “situar entre as vinte câmaras do país que mais rapidamente paga aos seus fornecedores”, esclarece que o seu próximo mandato “será para trabalhar mais ainda”, dado que o actual serviu principalmente “para arrumar a casa”.
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