quinta-feira, 3 de setembro de 2009

António Balona acusa PS de “usar programa da CDU” em Alcácer

António Balona, candidato da CDU à Câmara Municipal de Alcácer do Sal, acusou o actual executivo socialista, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, de “utilizar o programa da CDU, uma vez que estes, quando assumiram o poder, não tinham bases no concelho”. O comunista, que lamenta ainda “o facto de o plano de mobilidade ter ido para o lixo”, realça que o mandato dos socialistas “vai terminar por aqui”, competindo agora à CDU “retomar o caminho que tinha estabelecido, com candidaturas aprovadas e outrora em curso”.
O candidato condena ainda o facto de o executivo liderado por Pedro Paredes ter “devolvido verbas à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)”, no âmbito do que havia sido definido em termos de organização viária e da implementação de ciclovias em torno da cidade. “A recuperação do casco urbano de Alcácer e a regeneração da sua frente ribeirinha são projectos da CDU”, aponta ainda António Balona, que realça que a actual gestão “foi desastrosa e penalizadora para todo o concelho”.

Por isso, o candidato discorda de Pedro Paredes quando este alega que operou “uma revolução” na autarquia. António Balona considera mesmo que “existiram serviços e equipas inteiras que foram desmanteladas”, tendo a autarquia, actualmente, uma “capacidade de resposta pior”. “Os serviços da câmara têm de ser estruturados de forma melhor”, realça. O comunista considera ainda “lamentável” que Pedro Paredes tenha confessado que deveria ter retirado todos os pelouros a João Massano mais cedo, estando a população “estupefacta com o funcionamento interno do PS”. “Não se compreende o porquê de ele ter retirado os pelouros, mas ter entregue a Massano responsabilidades de presidente na empresa municipal”, reitera.

Além de salientar o facto de Alcácer do Sal ter “potencialidades a nível turístico”, apesar da necessária “ponderação para que não haja um eventual choque com a identidade do município”, o comunista considera que a “identidade das aldeias do concelho tem sido valorizada”. Ainda assim, o candidato da CDU qualifica de “amputação” o encerramento da escola primária de Santa Susana e considera “extremamente necessário” que haja investimento por parte da autarquia “para dar a conhecer à população os vestígios arqueológicos” do município. António Balona explica ainda que Alcácer do Sal “deve estar preparada para o crescimento das actividades económicas”, em consequência dos investimentos estruturantes previstos para o distrito.

“A CDU vai dar a resposta necessária em Alcácer”, salienta António Balona, que considera que o facto de ser presidente dos bombeiros voluntários lhe deu apenas “mais confiança e sentido de responsabilidade”. Além de conhecer aquilo que foi anteriormente feito pela CDU nos seus mandatos, o comunista considera que o concelho, depois de ter “sofrido uma transformação total”, está “preparado para se vir a desenvolver novamente”.
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sábado, 29 de agosto de 2009

Entrevista de Pedro Paredes ao Setubal na Rede

Clique aqui para ver a entrevista

Pedro Paredes diz que devia ter retirado pelouros a Massano cedo

Pedro Paredes, candidato pelo PS a Alcácer do Sal e actual presidente da câmara municipal, sugeriu, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, que deveria ter retirado todos os pelouros a João Massano “mais cedo”, uma vez que este, alegadamente, não estava ali “para servir a população”. O socialista acrescenta ainda que a polémica em torno da sua recandidatura “foi um escândalo que deu um certo picante à campanha”, enfatizando, em alternativa, “os cerca de noventa por cento da equipa coesa” que se mantêm.
“A comissão política nacional do PS fez prevalecer o bom senso, uma vez que esse pequeno conflito era entre a população e cerca de dez amigos do chefe da concelhia”, reitera Pedro Paredes, que enfatiza o facto de “ter conseguido mudar mentalidades” e de ter operado uma “revolução tranquila” que passou, a título de exemplo, “pela abertura da câmara municipal durante o horário de almoço”. Apesar de rejeitar as críticas da oposição, que apelidaram o seu actual mandado de “apagão”, Pedro Paredes reconhece que, caso consiga ser novamente eleito, terá de se “aproximar mais da população, de empresários e de algumas associações”.

Para o actual presidente alcacerense, é necessário, futuramente, “cativar mais empresários”, uma vez que a actividade económica de Alcácer do Sal “está em contra ciclo, ou seja, a despontar”. Por isso, Pedro Paredes considera fundamental apoiar as actividades agro-alimentares, nomeadamente, a produção do pinhão, do vinho, do arroz e do azeite. Apesar de não estar contra os grandes empreendimentos turísticos que estão a ser construídos na orla costeira, Pedro Paredes explica que o turismo que pretende para o município “é um turismo cultural, ligado às actividades ligadas ao ar livre”, apostando, por isso, num “turismo que não será de massas, mas sim destinado a eruditos que queiram estar em sintonia com a natureza”.

Depois de ter sido desbloqueada a providência cautelar do empreendimento Costa Terra, Pedro Paredes afirmar estar agora “satisfeito” por um investimento do mesmo género ir “para a frente”, numa área de cerca de 360 hectares na Herdade da Comporta. Apesar de perspectivar o desenvolvimento daquela zona, o candidato socialista desvaloriza as críticas de que isso “acentuará as assimetrias internas do concelho”, assegurando, de igual modo, que parte das receitas que aí forem canalizadas terão como destino a própria Comporta. Já no Torrão, o presidente enfatiza as “repavimentações que foram efectuadas”, assim como o apoio dado a instituições e a ajuda financeira aos mais idosos.

Além de recusar as críticas e argumentos do Bloco de Esquerda sobre a construção de um conjunto de edifícios à beira do rio da cidade, Pedro Paredes relembra, em alternativa, a construção de diversas estações de tratamento de águas residuais, dos dois centros escolares, na Comporta e no Torrão, da nova escola secundária de Alcácer do Sal e a aposta “no acesso à saúde e educação, por via da melhoria das acessibilidades e da rede de transportes”. Por isso, Pedro Paredes, que enaltece ainda o facto de a autarquia se “situar entre as vinte câmaras do país que mais rapidamente paga aos seus fornecedores”, esclarece que o seu próximo mandato “será para trabalhar mais ainda”, dado que o actual serviu principalmente “para arrumar a casa”.
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Artista alemão Anselm Kiefer fixa-se em Portugal

Um dos maiores artistas plásticos da actualidade, o alemão Anselm Kiefer, vai fixar-se em Portugal, para criar uma "floresta cultural" numa extensa herdade no Litoral Alentejano, foi hoje anunciado.
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O pólo cultural que vai ser criado perto da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal, pretende ser um "centro de atracção pública" e foi negociado com o Governo e com o município local, precisa uma nota do gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, que hoje recebeu Kiefer em audiência. "Portugal ficará, assim, a contar com uma grande centro cultural e turístico de excepcional qualidade de projecção internacional, (...) o primeiro envolvendo o nosso país e um grande criador mundial de nacionalidade não portuguesa", refere o texto enviado à Lusa.
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Anselm Kiefer, 64 anos, tem obras nos maiores museus do mundo, caso do Arte Moderna de Nova Iorque, Gugenheim, de Bilbao (Espanha), Centre Pompidou (Paris) e foi o segundo artista contemporâneo vivo a integrar a colecção permanente do Louvre, também na capital francesa. O primeiro foi Georges Braque, cerca de 50 anos antes.
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Com uma obra que vai além das artes plásticas, concebeu, dirigiu e encenou a ópera comemorativa dos 20 anos da Ópera da Bastilha, em França. Em 2008, recebeu o Friedenspreis der Deutschen Buchhandels - um do prémios de maior prestígio na Alemanha, pela primeira vez atribuído a um artista plástico.
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Kiefer chega a Portugal vindo de França, onde ao longo de 14 anos e num espaço de 100 hectares, em Barjac, criou um importante conjunto de obras.
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A opção por Portugal significa que o artista alemão terá "declinado múltiplos convites alternativos, alguns deles formulados por países europeus", acrescenta a nota do Gabinete de José Sócrates.
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Considerado um dos mais conhecidos artistas de sucesso do pós-guerra, mas também dos mais controversos, Anselm KIefer tornou-se conhecido pelas suas pinturas de materiais (materialbilder) e na sua obra confronta-se com o passado e aborda temas tabu bastante controversos, como a época nazi.
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Um dos seus quadros mais famosos é "Margarethe", em que utiliza na tela óleos e palha, e se inspira no poema "Todesfuge" (Fuga da Morte) de Paul Celan.
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Nos media da Alemanha, trava-se há muitos anos uma controvérsia em torno do real valor da sua obra, que já teve incursões pela mitologia alemã e pela mística judaica, a chamada Kabbala.
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Além de quadros, Kiefer criou aguarelas, fotos e embutidos de madeira e também esculturas. Os seus mísseis e aviões de chumbo, e uma biblioteca formada por álbuns (fólios) de chumbo, intitulada "60 milhões de ervilhas", estão também entre as obras de Kiefer mais conhecidas.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

TRÂNSITO E ESTACIONAMENTO CONDICIONADO DIA 25 E 26

Informa-se toda a população que, em virtude do programa televisivo SIC ao Vivo ser transmitido em directo de Alcácer do Sal no próximo dia 26, vai ser necessário efectuar os seguintes condicionamentos à circulação automóvel:

- Entre as 19 horas do dia 25 de Agosto e as 20 horas do dia 26. não será permitido o estacionamento no parque dos Pescadores e na praça Pedro Nunes

- Entre as 10 e as 13 horas e das 15 às 20 horas do dia 26 de Agosto, a avenida João Soares Branco estará encerrada ao trânsito entre o largo da Ribeira Velha e o edifício das Finanças

- No mesmo período a Praça Pedro Nunes estará também encerrada ao trânsito e a circulação de veículos pesados estará condicionada entre a rotunda 25 de Abril e o Cabo de São Pedro.

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal pede a melhor compreensão para estas limitações e convida todos os interessados a participar na assistência deste programa que, mais uma vez, vai projectar a imagem do concelho.
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sábado, 22 de agosto de 2009

Litoral Alentejano recebe 16 dos 24 médicos cubanos destinados ao Alentejo

Os cinco concelhos do Litoral Alentejano começaram esta sexta-feira a receber os 16 clínicos cubanos que vão preencher quase na totalidade os quadros dos Centros de Saúde locais, onde se registam 35 mil utentes sem médico de família.
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Em declarações à agência Lusa, Paulo Espiga, director do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, informou que os 16 novos profissionais vão ser distribuídos, consoante as necessidades, pelos cinco municípios.
Dos concelhos alentejanos pertencentes ao distrito de Setúbal, “três dos médicos vão para Alcácer do Sal, dois para Grândola, quatro para Santiago do Cacém e dois para Sines”, enquanto que os outros cinco seguem para Odemira, distrito de Beja.
Com a vinda dos clínicos de Cuba, que já começaram a chegar aos locais onde vão residir, o número de utentes sem médico de família na sub-região, actualmente estimado em 35 mil, deverá ser reduzido em grande parte, explicou.
“Em termos médicos, ficamos com o nosso mapa de pessoal não completamente preenchido, mas próximo disso”, avaliou.
No Litoral Alentejano, que tem perto de 100 mil habitantes, o número total de inscritos nos Centros de Saúde é de cerca de 108 mil, informou Paulo Espiga, pelo que “terá de ser feita uma limpeza dos ficheiros”.
A inclusão destes clínicos nos quadros dos Centros de Saúde do Litoral Alentejano insere-se no processo de contratação de 44 médicos cubanos para o Alentejo, Algarve e região de Lisboa e Vale do Tejo, anunciada hoje pelo Ministério da Saúde.
Destes, 24 destinam-se à região do Alentejo e 18 à do Algarve, para reforçar zonas que são “particularmente carenciadas” no que toca a médicos de família.
Ao nível dos médicos para o Alentejo, além dos 16 clínicos para a zona litoral, seis vão ficar a exercer em três concelhos da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (dois em Ferreira do Alentejo e igual número em Almodôvar e em Moura) e os restantes dois no centro de Saúde de Portel (Évora).
“É muito positivo virem dois médicos para Portel porque temos sempre alguma dificuldade em garantir, nos concursos, clínicos interessados em vir para os concelhos do interior”, afirmou à Lusa o presidente do município, Norberto Patinho.
O autarca, que realçou que o município também disponibilizou uma casa para os profissionais residirem, afiançou ainda que a vinda dos médicos cubanos dá uma “garantia de estabilidade”, visto terem sido contratados por três anos: “É um ganho significativo para os utentes”.
No que respeita ainda ao Litoral Alentejano, o director do Agrupamentos do Centros de Saúde explicou à Lusa que os novos médicos de clínica geral vão passar agora por um período de integração, iniciando as consultas em Setembro.
“Na primeira semana ainda de forma faseada, para aprenderem a trabalhar com os impressos e as aplicações informáticas. Depois, à medida que o tempo passar, vão assumindo as suas funções de forma completamente normal”, esclareceu.
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